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“Editoras” que não são editoras

Eu já expliquei bastante sobre a diferença entre prestadores de serviço e editoras comerciais, mas gostaria de acrescentar algumas observações por conta das muitas mudanças desse mercado. As armadilhas aos autores incautos aumentaram muito, assim como os custos – inacreditáveis! – de produção de livros disfarçada de edição.
Antes que você se encha de indignação, deixe-me observar que este mercado é como qualquer outro: existe porque há consumidores. Tem gente que pede para ser enganada, implora para ouvir mentiras, acha que um site como esse aqui é uma afronta a seus sonhos. Tudo certo, se você quer ouvir de alguém que está prestes a começar uma carreira literária de sucesso garantido, divirta-se. Eu não minto, mas tem montes de gente que não têm o mesmo pudor...
Antes que prestadores honestos fiquem irados, deixe-me esclarecer também que há toda uma gama de pessoas e empresas por aí. Eu não tenho nada contra a prestação de serviços transparente, aliás indico vários profissionais a quem me pergunta, só me aborreço quando o serviço vem disfarçado de outra coisa, acompanhado de promessas impossíveis de serem cumpridas.

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Quer que eu procure uma editora para você?

bussolaEu explico tudo gratuitamente aqui no site e eu própria, quando me meto a ser autora, sigo essas mesmas instruções. Sabe o que eu digo na seção Onde encontro uma lista de editoras? Pois é exatamente aquilo o que faço, mais um pouco de pesquisa pela internet. Não tem segredo, mas está cheio de gente que não acredita e fica me pedindo que recomende editoras.
Pois bem, então agora ofereço esse serviço. Se você quiser, eis aqui três alternativas para quem não sabe, não quer se dar ao trabalho, não gosta, não tem ideia de por onde começar a procurar editoras.

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Jovens escritores

escritorO interessante de manter um site como o Escreva seu livro no ar é que um monte de gente entra em contato comigo. Alguns tipos me surpreendem uma barbaridade, mas o que tenho visto com mais freqüência são jovens com idéias variadas sobre publicar suas obras.
Fico muito sensibilizada de encontrar tantos moços e moças lendo e querendo escrever, criativos e sensíveis, com vontade de mostrar seu trabalho. Mas ao mesmo tempo sinto um aperto no coração ao perceber que muitos não têm nem a pontinha do pé na realidade, estão viajando numa maionese gigante. Eu não quero ser a ogra horrorosa que joga água fria nessa moçada, mas me sinto obrigada a dar sugestões que transformem toda essa energia criativa em projetos com alguma chance de serem realizados.
Já dei várias dicas que acho super relevantes a quem procura escrever no resto desse site, mas vou acrescentar algumas especialmente dirigidas a jovens.

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Movimento em prol dos escritores brasileiros desconhecidos

 

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Desde que eu lancei o livro e o site Escreva seu livro, lá em 2001, venho recebendo uma tonelada de mensagens de autores iniciantes e profissionais, que passam por bons ou maus bocados com editoras, que procuram publicar suas obras ou estão tentando divulgá-las.
De todos os escritores que conseguiram ser publicados ou que arriscaram imprimir sua própria obra, vem o mesmo coro: As livrarias não abrem espaço para nós! Como é difícil vender livros! Os jornais nos ignoram! Ninguém fala do meu livro!
E tudo isso é verdade.
Se encontrar uma editora para publicar um autor brasileiro desconhecido é difícil (mas não impossível, já fui convidada para dezenas de lançamentos de autores iniciantes), fazer com que esse livro venda e o autor se torne conhecido são tarefas de Hércules.
Livrarias, mídia, eventos, nada parece colaborar.

Apesar de concordar em que essas dificuldades existem, não noto nos autores nenhuma atitude para tentar resolvê-las, exceto eventualmente gastar rios de dinheiro com esquemas de comercialização do livro mirabolantes (que vou comentar em outro artigo) e depois reclamar que só deram prejuízo.
Sinto que reina entre todos – escritores, prestadores de serviço, livreiros, editores – uma mentalidade de curto prazo que assassina as chances de livros novos, diferentes, de autores desconhecidos fazerem sucesso. Todo mundo parece cair no caminho já traçado e resolvido como bom quando se trata de leituras.
Não vou comentar aqui o problema que essa atitude gera para o mercado de livros quando vem de livreiros e editores, porque seria uma discussão longa e técnica e sobre a qual você não poderia fazer nada se não é um profissional da área.
Mas gostaria de pedir a escritores e candidatos a autores que considerem o poder que têm como leitores e o utilizem em benefício de um mercado mais democrático.
Convido a uma mudança generalizada de atitude para que você e todos os autores brasileiros ainda desconhecidos por aí tenham a chance de um lugar ao sol.

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