Ideias geniais
Quase todos os dias eu recebo emails com variações dessa pergunta: “pensei em escrever sobre... (preencha aqui com a ideia genial que lhe der vontade), você acha que vai dar certo? Devo continuar?” Eu não gosto de ser antipática, mas como é que eu posso responder a uma pergunta dessas?
Ela parte do pressuposto de que basta uma boa ideia para escrever um bom livro, o que é uma bobagem sem tamanho. Quantas boas idéias você já não viu desperdiçadas em histórias mal desenvolvidas? Personagens ridículos? Tramas mal amarradas e pouco convincentes?
Deixe-me dar um exemplo. Um tempo atrás, o editor norte-americano Jason Rekulak, da Quirk Books, achou que seria uma boa ideia juntar clássicos daqueles que todos leem na escola com temas que os adolescentes gostam, como zumbis, ninjas, bruxas, alienígenas.
Aí chamou um escritor, Seth Grahame Smith, para inserir elementos inesperados como estes na obra para lá de consagrada Orgulho e preconceito, de Jane Austen.
Você vê aí a ideia – bastante original diga-se – de um editor experiente apresentada para um escritor profissional. Se você não leu o resultado, dá para saber se deu certo?
Adicionar Comentário (1)
Cliques: 115
As pistas para uma grande história
Andrew Stanton, roteirista de Procurando Nemo e Wall-e, entre outros filmes, fala aqui do que funciona numa história. As dicas que ele dá para despertar a atenção valem tanto para filmes quanto para a literatura e são uma excelente apresentação no TED para escitores.


Os desafios da autopublicação
Henry Alfred Bugalho é um autor independente que conseguiu a façanha de publicar vários livros por conta própria e fazer de um deles, o guia de viagens Nova York para mãos-de-vaca, um sucesso de vendas. Inteligente e articulado, ele comanda ainda a revista literária Samizdat.Veja o que Henry tem a partilhar – com generosidade – sobre a experiência de se autopublicar em tempos de e-books e blogs.
Frustrações iniciais
Assim como a maioria dos escritores, o meu sonho também já foi o de ser publicado comercialmente. Ao concluir o meu segundo romance, “O Rei dos Judeus”, perfiz a via crucis do autor iniciante: imprimi suas 200 páginas, tirei 3 fotocópias, pus num envelope e mandei para quatro editoras.









