Laura Bacellar

Meu nome é Laura Bacellar e trabalho no mercado editorial desde 1983. Sou formada em editoração pela ECA/USP e amo livros. Para saber mais, vá na aba "Quem Somos" do menu principal.

18 comentários até agora

  1. Carlos Dente
    5 de dezembro de 2017 @ 10:40

    Obrigado pela sinceridade. Não ajuda nossa auto-estima, mas desafia nossa perseverança e alimenta nossa determinação.

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    • Laura Bacellar
      6 de dezembro de 2017 @ 16:03

      boa sorte, Carlos. Depois volte aqui e conte o que der certo para vc!

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  2. Miguel Lisboa Magalhães
    19 de janeiro de 2018 @ 14:49

    Muito interessante essa matéria!
    Poderia nos dar algumas dicas sobre como publicar no exterior?
    Gratos pela atenção e as otimas dicas!

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  3. Moisés Fróes
    1 de fevereiro de 2018 @ 20:42

    Ótimas dicas, sem dúvida! Fiquei feliz por conseguir responder algumas das perguntas, em outras ainda não fui muito preciso… Ando planejando o enredo já faz muito tempo e escrevendo, e agora perto do meu primeiro clímax, pensar em um publicação tanto trás animação e felicidade quanto é um pouco assustador hahaha Enfim, quem sabe um dia a própria Laura não acaba lendo algum capítulo meu? Já iria me sentir um verdadeiro escritor!

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    • Laura Bacellar
      2 de fevereiro de 2018 @ 13:35

      olá Moisés,
      se vc soube responder algumas das perguntas, está num ótimo caminho! Coragem, arrisque-se!
      E sucesso!

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  4. Weslley Rossi
    28 de abril de 2018 @ 17:53

    Olá, boa tarde

    Somente agora achei seu texto e julguei-o esclarecedor e bastante lúcido no que concerne ao mercado editorial. Agora uma dúvida, você saberia me dizer se ocorreu algum baque no mercado ou se há um período específico de recebimento de originais por editoras? Explicando… Levei em torno de dez anos para finalizar um romance, contudo, agora que fui procurar por editoras digamos que “mais notórias”, não encontrei quase nenhuma que estivesse recebendo originais. Curiosamente, eu imaginava que escrever, reescrever, corrigir e aparar arestas eram as partes mais complexas de se escrever, todavia, observo que, pelo visto, a publicação é a parte mais delicada e que demanda maior paciência.
    Por fim, gostaria de saber se, no intuito de angariar algum renome, eu deveria publicar uma obra menor, quem sabe uma coletânea de contos, tendo em vista que esse romance, que verdadeiramente seria minha primeira obra, é bastante extenso.

    Agradeço desde já

    WRD

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    • Laura Bacellar
      2 de maio de 2018 @ 21:16

      olá Weslley,
      as editoras de fato andam bem seletivas. Como o mercado anda difícil, competitivo, com livrarias fechando e o mais, elas selecionam mesmo, só aceitam o que sentem que se encaixa na linha delas.
      Se o seu romance é grandão, experimente postá-lo no Wattpad ou fazer alguma divulgação prévia. Como disse, se vc demonstra que há leitores interessados, as editoras publicam.
      Não faça contos, é muito mais difícil que livros de contos vendam.

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  5. Weslley
    3 de maio de 2018 @ 22:24

    Muito obrigado pela resposta. Eu realmente cogitei o Wattpad, no entanto, dei uma verificada lá e o nível das publicações (se me permite a observação) é muito baixo. A maioria dos textos não tem sequer coerência, tão menos cuidados no que se refere à gramática. Não sei quem lê tais histórias e nem sei como angariar leitores por lá, mas acho que em sua maioria são adolescentes. Pesquisei e descobri que algumas editoras também tornam-se resistentes ao saber que o texto já “foi postado” ainda que online, porque não é mais inédito. Enfim, agradeço mesmo pela sua resposta e pela orientação concernente aos contos. Conforme for tentarei uma publicação própria ao menos para que possa me inscrever em algum concurso, mas sei lá, pode parecer bobagem, mas acho tão “indigno” trabalhar tanto e ainda ter que pagar para ser publicado…
    Até lá, vou tentar trabalhar numa nova história, quem sabe menor. Vai que essa seja minha obra-prima e nem estou sabendo… haha
    Abraço!

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  6. adriano
    15 de fevereiro de 2019 @ 00:53

    Gostaria de saber se é possível que a segunda edição de um livro possa ser feita por outra editora?

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    • Laura Bacellar
      17 de fevereiro de 2019 @ 21:11

      Sim se o contrato com a primeira editora tiver vencido ou ela não demonstrar interesse em continuar publicando.

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  7. Eunice de Andrade
    6 de janeiro de 2020 @ 01:42

    Sou uma escritora inveterada. Escrevo poemas e prosa. Tenho um blog e nele “deposito” meus escritos. Mas quero mais. Sonho ver meus escritos nas mãos de leitores. Como devo fazer?

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    • Laura Bacellar
      6 de janeiro de 2020 @ 12:01

      oi Eunice,
      fique mais atenta ao contato com leitores, às reações.
      Fiz alguns comentários sobre o que autores precisam para ser publicados, veja se ajudam: https://youtu.be/d94KXzsY0w0

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  8. Saulo Silveira
    12 de fevereiro de 2020 @ 13:01

    Ola Eunice, estive trabalhando no enredo de um livro e escrevendo contos sobre o mundo no qual se passa e criando uma verdadeira vida por trás da historia, e agora já faz um mês que comecei a escrever e estou com medo de estragar tudo. Me considero um bom leitor de clássicos tanto nacionais quanto estrangeiros mas desconheço grande parte do mercado atual. Gostaria de saber qual a sua opinião sobre o mercado atual de livros nacionais, especialmente de mistério e horror, e peço que seja sincera quanto as dificuldades de publicar um livro desse gênero, ainda mais se tratando de uma literatura adulta e séria. Desconheço os livros mais atuais e por isso não sei se estou inovando em algo ou apenas fazendo mais do mesmo, por isso pergunto: o quão comum/batido está o gênero de horror e mistério atualmente e se caso o contrario, eu não estaria fazendo um livro sem um grande publico?
    Desde já, os meus sinceros agradecimentos.

    SS

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  9. Anonymous
    4 de junho de 2020 @ 20:14

    Sou ex-funcionário de uma grande editora e tenho experiência nesse mercado. Farei uma delação premiada ao site sobre os 5 critérios verdadeiros das grandes editoras brasileiras, como Companhia das Letras, Rocco, Record e Autêntica:

    1. O texto vem de um autor estrangeiro – canadense, britânico, americano, etc – que está na lista de best sellers do New York Times? Se sim, 20 pontos pra ele e comprem os direitos pra publicar. Vamos deitar na grana e vai ser fácil.

    2. O manuscrito é assinado por algum youtuber/celebridade, já tem público conquistado…? Se sim, peso de 15 pontos na aprovação porque não vamos ter que correr nenhum risco publicando ele. Qualquer coisa que escrever vai vender horrores pro fandom.

    3. O livro que chegou aqui foi bastante lido no Wattpad? Se sim, 15 pontos porque correremos um risco baixo se aprovarmos, ainda que a história seja absolutamente intragável.

    4. O autor é reconhecido de alguma forma no meio literário? É como um rubem fonseca, talvez? 10 pontos se a resposta for sim. A mídia vai fazer alguma divulgação e os universitários talvez vão comprar alguma coisa.

    5. O texto tem qualidade literária? A história é criativa, a linguagem não tem erros, o estilo do autor é bom, a narrativa tem riqueza de detalhes…? Se sim, dêem meio ponto e verifique os outros critérios.

    *OBS: o sistema de pontos é arbitrário, atribuído aos critérios para facilitar a compreensão.

    A verdade desagradável é que meus chefes não passam de empresários. Qualidade é o critério que menos lhes interessa. Muito raramente um talento desconhecido vai ser aprovado, quando muito por Q.I ou por já ser ser famoso em outro meio. Poucos editores por aí são leitores legítimos. A esmagadora maioria quer investir, receber dez vezes o valor investido e nada mais.

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    • Laura Bacellar
      10 de junho de 2020 @ 11:34

      hehehe é verdade, esses são os critérios das grandes editoras comerciais. Mas há de tudo no mercado, não? E estamos vendo que esse tipo de seleção não cria um bom sistema, vejam-se as grandes livrarias falindo.

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      • Pedro
        18 de junho de 2020 @ 17:08

        Nossa esse comentário do Anonymous aí é terrível. Pior que essa é a verdade, pelo menos hoje em dia. E a Laura está certinha, esse sistema só tem prejudicado as livrarias e eventualmente vai se voltar contra as Editoras. A realidade é que livros de baixa qualidade (mesmo que sejam os mais vendidos) não persistem na memória do público. Não adquirem leitores “leais” o suficiente para comprar e divulgar aquela história. Eles compram os direitos das histórias de sucesso e com certeza não vendem como esperam (até porque as pessoas já leram de graça no Wattpad/Amazon, se esqueceram delas e foram pras próximas). As editoras comerciais provavelmente conseguem um lucro moderado com isso, mas devido ao mercado em crise, só uma margem de lucro “alta” ou “muito alta” conseguiria cobrir os custos de publicação e distribuição. Inevitavelmente, ou serão forçados a mudar o sistema ou falirão.

        Exemplos de histórias boas com leitores leais (penso eu): literatura clássica (no geral), Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia, etc.

        Exemplos de histórias medíocres com leitores que irão esquecê-las: “A Pecadora veste Prada”, “Aventuras na Terra dos Dragões de Fogo e Gelo”, “Meu CEO é um gatinho”, etc…

        As histórias ruins devem existir pela liberdade de expressão do artista mas pelo amor dedeus esse mercado tem que valorizar mais as boas

        Sinceramente acho que as dicas desse site eram sim válidas quando o sistema de publicação ainda funcionava. Hoje em dia, na era Bolsonaro, a crise é total e o desespero de qualquer Editora comercial é agudo. Os critérios provavelmente foram completamente corrompidos como o comentário acima mencionou. O autor iniciante terá que esperar uma mudança no sistema para ser avaliado ou começar sua carreira na internet ainda que inicialmente não ganhe nada com isso.

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        • Laura Bacellar
          18 de junho de 2020 @ 17:17

          Ainda existem boas editoras, veja por favor as integrantes da Libre. Existem editores idealistas, veja o Eduardo Lacerda da Patuá.

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