Será que vale pagar um pouco?
Cesar Cruz, escr
itor e blogueiro, veio com uma pergunta muito interessante. Dado que as editoras estão com cada vez mais dificuldade de investir em novos autores, achando cada vez mais árduo colocar livros de brasileiros não famosos nas livrarias, será que não vale a pena fazer uma parceria e pagar um pouco pela edição?
Ele argumenta que as coisas mudaram um pouco e que já existem intermediários entre os prestadores de serviço simples, que publicam qualquer coisa, e os editores de verdade, que pagam por tudo o que publicam.
No meio deles teriam surgido, por necessidade, os editores que cobram um pouco do autor, mas não aceitam qualquer original.
Que triam a qualidade do que chega e que distribuem esses livros feitos em parceria com o autor da mesma forma que seus títulos comuns, dando a eles o tratamento das obras não pagas pelos autores.
Pode ser. O mercado está em transformação, é verdade. Transcrevo abaixo os comentários de Cesar e deixo para discussão aqui.
Só aponto para o seguinte: é muito difícil o autor distinguir um editor bem intencionado de um prestador de serviços apenas interessado em fazer qualquer coisa pelo seu dinheiro. Sugiro sempre discutir com cuidado as formas e estratégias de distribuição, prestando atenção nos detalhes sólidos, não nas promessas.
Eis o que diz o Cesar:
Prezada Laura,
De tanto procurar editoras que publicassem o que escrevo (contos e crônicas), mandar originais aos montes, conversar com editores pessoalmente e por telefone, fui começando a perceber essa mudança... De certa forma é natural, visto que os editores estão, cada dia mais, percebendo que vender livro no país do BBB não é fácil, ainda mais se forem livros de gente desconhecida como eu e milhares de escritores que há por aí.
Como me disse um editor ano passado, após ler meu original do livro de crônicas:
"Cesar, li pessoalmente seu original e ri muito, me diverti e achei muito bem escrito, porém, veja, para se publicar um autor, não se trata propriamente de ser bom ou mau o material desse autor. Se trata, principalmente, de se saber se haverá ou não uma procura suficiente que me permita, pelo menos, atingir o ponto de equilíbrio do investimento..."
Como eu o havia perguntado a respeito de um livro de crônicas que eles tinham lançado há pouco, de uma certa cantora de uma certa banda de rock nacional, ele, entendendo que eu sutilmente estava criticando a qualidade das crônicas ali publicadas (que são de fato sofríveis, a maioria), ele completou dizendo mais ou menos o seguinte
"Entre um excelente livro de crônicas de um ilustre desconhecido e um livro com as crônicas ruinzinhas de um artista famoso, prefiro publicar o segundo, mesmo que eu tenha que pegar meu melhor revisor, aquele que é capaz de opinar na estruturação de forma a melhorar o texto, e dizer a ele 'faça o que for possível para podermos publicar isto!' E publicamos e pronto. Só o público do artista garantirá uns 1000, 2000 exemplares, e assim eu chego ao menos no meu ponto de equilíbrio dos custos..."
Sendo assim tão difícil vender livros por aqui, Laura, entendo que algumas editoras comecem a criar selos para publicar a turma que escreve e quer ser publicada, mas que não vai mesmo vender, e por isso não vai ser aceita comercialmente. Mas que já não topa mais pegar 500 exemplares e levar pra casa. Não, esse novo e antenado autor quer estar na praça!
Então, nesse formato, o cara paga, mantém os direitos sobre a obra, a editora publica e distribui pelos canais normais da editora e, ao fim e ao cabo, acabam que ganham $ do mesmo jeito, só que de forma diferente.
Veja só: este meu segundo livro publiquei pela PONTES Editores, de Campinas. Editora que conheci através de um amigo, escritor conhecido e renomado, o Eustáquio Gomes. Trata-se de uma editora comercial que, há pouco tempo, começou a lançar autores pagantes. Claro que, diferentemente da maioria das editoras que publicam sob demanda, aqui em SP (a maioria publica qualquer coisa, desde que se pague), eles não publicam antes de avaliar se o material não é tão ruim que mancharia a marca da empresa. Feito isso, a coisa flui como se fosse um lançamento comercial: revisão, capa, discussão sobre miolo, gráfica, lançamento e distribuição.
A Pontes começou a fazer isso a tão pouco tempo que nem criou ainda um selo exclusivo. Lança pelo mesmo selo. Eu, que acabei ficando amigo deles, dei minha sugestão que parece que eles vão aceitar: sugeri que se mantenha isso. Manter o mesmo selo para todas as publicações, tanto as comerciais quanto as pagas, bastando que não se publicasse (por $ nenhum!) material ruim. Mostrei a eles que, criar um selo especial para "pagantes", poderia malograr a obra pagante, colocando-a num plano inferior, não só de status de mercado, como de aceitação pelo próprio leitor.
Veja que no site da Pontes eles não fazem nenhum tipo de chamada do tipo "publique seu livro". Para alavancar esse tipo de negócio, eles têm trabalhado basicamente com indicações.
Quanto à minha satisfação, sim estou satisfeito. Veja que lancei meu livro em novembro, e já o encontrei fisicamente em muitas livrarias e redes do país (Cultura, da Vila, Curitiba, Leitura etc. Mês de fevereiro estarei na Saraiva e tantas outras).
Claro que não é uma distribuição de Record, Cia das Letras, naturalmente, pois a Pontes é pequena, porém estou nos mesmos locais em que estão os lançamentos comerciais da editora. E era isso que eu queria! Porque agora a coisa é comigo e com a atratividade do meu livro e qualidade do meu texto. Bem ou mal, estou vendo meu livro ser vendido (pelo menos exposto) para gente que nem conheço, em praças que eu nunca chegaria sozinho.
Ah, um detalhe: as editoras sob-demanda produzem um material de qualidade inferior (capa sem verniz, por exemplo, colagem só com cola...), já as comerciais, que estão habituadas com outro nível de qualidade, fazem um trabalho bem superior. O meu é um bom exemplo,quem viu meu livro comentou.
Duas outras editoras, além da Pontes, que sei que estão fazendo isso:
Giz Editorial – publicam sob demanda e comercialmente, e distribuem pelos mesmos canais. Porém não há critério (pagando, publicam qualquer horror)
Novo Século – publica comercialmente, mas tem um selo exclusivo, o Novos Talentos, para a turma sob demanda. Porém, não publicam qualquer coisa. Fazem uma criteriosa avaliação, segundo o que me disseram.
Veja que, com pequenas diferenças, essas empresas estão enxergando um mercado interessante: o mercado do autor de boa qualidade, e que por questões de mercado, não conseguiria ser lançado comercialmente, mas que está disposto a pagar (ou tem um patrocinador que pague, meu caso específico), porém exige ser distribuído na praça, como gente grande.
Empresas como a Scortecci, de SP, entre dezenas de outras, que rodam seu livro, te entregam na mão e dizem “vire-se”, ainda são a maioria, mas aí já vemos uma mudança, não é? Os autores estão ficando sabidos, Laura, e os editores também. Este novo formato, se vingar, será bom para todos: autores, editores e leitores.
Creio que deve haver muitas outras editoras fazendo isso Brasil a fora. Se eu souber de novidades, te aviso. Se você ou qualquer dos seus leitores precisar de mim, me escreva.
Cesar Cruz
S. Paulo/ SP
www.oscausosdocruz.blogspot.com
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
itor e blogueiro, veio com uma pergunta muito interessante. Dado que as editoras estão com cada vez mais dificuldade de investir em novos autores, achando cada vez mais árduo colocar livros de brasileiros não famosos nas livrarias, será que não vale a pena fazer uma parceria e pagar um pouco pela edição?Ele argumenta que as coisas mudaram um pouco e que já existem intermediários entre os prestadores de serviço simples, que publicam qualquer coisa, e os editores de verdade, que pagam por tudo o que publicam.
No meio deles teriam surgido, por necessidade, os editores que cobram um pouco do autor, mas não aceitam qualquer original.
Que triam a qualidade do que chega e que distribuem esses livros feitos em parceria com o autor da mesma forma que seus títulos comuns, dando a eles o tratamento das obras não pagas pelos autores.
Pode ser. O mercado está em transformação, é verdade. Transcrevo abaixo os comentários de Cesar e deixo para discussão aqui.
Só aponto para o seguinte: é muito difícil o autor distinguir um editor bem intencionado de um prestador de serviços apenas interessado em fazer qualquer coisa pelo seu dinheiro. Sugiro sempre discutir com cuidado as formas e estratégias de distribuição, prestando atenção nos detalhes sólidos, não nas promessas.
Eis o que diz o Cesar:
Prezada Laura,
De tanto procurar editoras que publicassem o que escrevo (contos e crônicas), mandar originais aos montes, conversar com editores pessoalmente e por telefone, fui começando a perceber essa mudança... De certa forma é natural, visto que os editores estão, cada dia mais, percebendo que vender livro no país do BBB não é fácil, ainda mais se forem livros de gente desconhecida como eu e milhares de escritores que há por aí.
Como me disse um editor ano passado, após ler meu original do livro de crônicas:
"Cesar, li pessoalmente seu original e ri muito, me diverti e achei muito bem escrito, porém, veja, para se publicar um autor, não se trata propriamente de ser bom ou mau o material desse autor. Se trata, principalmente, de se saber se haverá ou não uma procura suficiente que me permita, pelo menos, atingir o ponto de equilíbrio do investimento..."
Como eu o havia perguntado a respeito de um livro de crônicas que eles tinham lançado há pouco, de uma certa cantora de uma certa banda de rock nacional, ele, entendendo que eu sutilmente estava criticando a qualidade das crônicas ali publicadas (que são de fato sofríveis, a maioria), ele completou dizendo mais ou menos o seguinte
"Entre um excelente livro de crônicas de um ilustre desconhecido e um livro com as crônicas ruinzinhas de um artista famoso, prefiro publicar o segundo, mesmo que eu tenha que pegar meu melhor revisor, aquele que é capaz de opinar na estruturação de forma a melhorar o texto, e dizer a ele 'faça o que for possível para podermos publicar isto!' E publicamos e pronto. Só o público do artista garantirá uns 1000, 2000 exemplares, e assim eu chego ao menos no meu ponto de equilíbrio dos custos..."
Sendo assim tão difícil vender livros por aqui, Laura, entendo que algumas editoras comecem a criar selos para publicar a turma que escreve e quer ser publicada, mas que não vai mesmo vender, e por isso não vai ser aceita comercialmente. Mas que já não topa mais pegar 500 exemplares e levar pra casa. Não, esse novo e antenado autor quer estar na praça!
Então, nesse formato, o cara paga, mantém os direitos sobre a obra, a editora publica e distribui pelos canais normais da editora e, ao fim e ao cabo, acabam que ganham $ do mesmo jeito, só que de forma diferente.
Veja só: este meu segundo livro publiquei pela PONTES Editores, de Campinas. Editora que conheci através de um amigo, escritor conhecido e renomado, o Eustáquio Gomes. Trata-se de uma editora comercial que, há pouco tempo, começou a lançar autores pagantes. Claro que, diferentemente da maioria das editoras que publicam sob demanda, aqui em SP (a maioria publica qualquer coisa, desde que se pague), eles não publicam antes de avaliar se o material não é tão ruim que mancharia a marca da empresa. Feito isso, a coisa flui como se fosse um lançamento comercial: revisão, capa, discussão sobre miolo, gráfica, lançamento e distribuição.
A Pontes começou a fazer isso a tão pouco tempo que nem criou ainda um selo exclusivo. Lança pelo mesmo selo. Eu, que acabei ficando amigo deles, dei minha sugestão que parece que eles vão aceitar: sugeri que se mantenha isso. Manter o mesmo selo para todas as publicações, tanto as comerciais quanto as pagas, bastando que não se publicasse (por $ nenhum!) material ruim. Mostrei a eles que, criar um selo especial para "pagantes", poderia malograr a obra pagante, colocando-a num plano inferior, não só de status de mercado, como de aceitação pelo próprio leitor.
Veja que no site da Pontes eles não fazem nenhum tipo de chamada do tipo "publique seu livro". Para alavancar esse tipo de negócio, eles têm trabalhado basicamente com indicações.
Quanto à minha satisfação, sim estou satisfeito. Veja que lancei meu livro em novembro, e já o encontrei fisicamente em muitas livrarias e redes do país (Cultura, da Vila, Curitiba, Leitura etc. Mês de fevereiro estarei na Saraiva e tantas outras).
Claro que não é uma distribuição de Record, Cia das Letras, naturalmente, pois a Pontes é pequena, porém estou nos mesmos locais em que estão os lançamentos comerciais da editora. E era isso que eu queria! Porque agora a coisa é comigo e com a atratividade do meu livro e qualidade do meu texto. Bem ou mal, estou vendo meu livro ser vendido (pelo menos exposto) para gente que nem conheço, em praças que eu nunca chegaria sozinho.
Ah, um detalhe: as editoras sob-demanda produzem um material de qualidade inferior (capa sem verniz, por exemplo, colagem só com cola...), já as comerciais, que estão habituadas com outro nível de qualidade, fazem um trabalho bem superior. O meu é um bom exemplo,quem viu meu livro comentou.
Duas outras editoras, além da Pontes, que sei que estão fazendo isso:
Giz Editorial – publicam sob demanda e comercialmente, e distribuem pelos mesmos canais. Porém não há critério (pagando, publicam qualquer horror)
Novo Século – publica comercialmente, mas tem um selo exclusivo, o Novos Talentos, para a turma sob demanda. Porém, não publicam qualquer coisa. Fazem uma criteriosa avaliação, segundo o que me disseram.
Veja que, com pequenas diferenças, essas empresas estão enxergando um mercado interessante: o mercado do autor de boa qualidade, e que por questões de mercado, não conseguiria ser lançado comercialmente, mas que está disposto a pagar (ou tem um patrocinador que pague, meu caso específico), porém exige ser distribuído na praça, como gente grande.
Empresas como a Scortecci, de SP, entre dezenas de outras, que rodam seu livro, te entregam na mão e dizem “vire-se”, ainda são a maioria, mas aí já vemos uma mudança, não é? Os autores estão ficando sabidos, Laura, e os editores também. Este novo formato, se vingar, será bom para todos: autores, editores e leitores.
Creio que deve haver muitas outras editoras fazendo isso Brasil a fora. Se eu souber de novidades, te aviso. Se você ou qualquer dos seus leitores precisar de mim, me escreva.
Cesar Cruz
S. Paulo/ SP
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Comentários (8)
Adicionar comentários RSSLuz no fim da Livraria
Cesar, muito bom isso.
infelizmente, ja li cada coisa de escritores famosos... (sem comentarios), mas conhecemos a realidade de otimos autores rejeitados pela falta de um nome vendavel. O que me consola? Saber que os Beatles foram recusados no incio de 1962, pois, segundo a gravadora, grupos de guitarra estariam em franca decadencia.
Tomara que a Pontes siga com essa ideia. Demorei um ano para fazer meu livro e nao apenas nove, dez ou onze minutos e a exemplo de tantos, acho que mereco uma luz destacando meu trabalho arduo em alguma prateleira.
Obrigada.
Perdoem a falta de acentos e afins.
infelizmente, ja li cada coisa de escritores famosos... (sem comentarios), mas conhecemos a realidade de otimos autores rejeitados pela falta de um nome vendavel. O que me consola? Saber que os Beatles foram recusados no incio de 1962, pois, segundo a gravadora, grupos de guitarra estariam em franca decadencia.
Tomara que a Pontes siga com essa ideia. Demorei um ano para fazer meu livro e nao apenas nove, dez ou onze minutos e a exemplo de tantos, acho que mereco uma luz destacando meu trabalho arduo em alguma prateleira.
Obrigada.
Perdoem a falta de acentos e afins.
novas alternativas
Existe outra alternativa disponível: redes sociais.
o tal do facebook é uma ferramenta fortíssima de divulgação, que pode ajudar
aqueles que optam por uma publicação própria a divulgar seu trabalho.
claro, está longe ainda do poder de alcance das editoras.
Não surpreende a filosofia adotada por elas.
contudo, como disse o escritor acima, no país do bbb não se pode esperar
grandes ganhos oriundos da escrita. é bem melhor escrever por realização
pessoal e montar algum negócio realmente viável. orientar-se pelas excessões
é imprudência.
o tal do facebook é uma ferramenta fortíssima de divulgação, que pode ajudar
aqueles que optam por uma publicação própria a divulgar seu trabalho.
claro, está longe ainda do poder de alcance das editoras.
Não surpreende a filosofia adotada por elas.
contudo, como disse o escritor acima, no país do bbb não se pode esperar
grandes ganhos oriundos da escrita. é bem melhor escrever por realização
pessoal e montar algum negócio realmente viável. orientar-se pelas excessões
é imprudência.
...
A publicação por editoras tradicionais anda tão rara aqui no brasil que os novos autores que surgem no mercado tem de procurar outras alternativas para mostrar seus trabalhos. o caso do cesar é um exemplo, porém ele não seguiu a maioria que pagou qualquer coisa para ver seu livro publicado, isso já demonstra a preocupaçao do autor diante a qualidade da repercussão do seu projeto. quanto as editoras que citou acima, posso dizer que a novo século escondida sob o pano da novos talentos faz a mesma coisa que as prestadoras de serviço, publicam qualquer coisa, desde que se pague...
artigo de O Globo
notícia confirma o que o Cesar disse.
Editora cria selo para autores jovens com livros sob demanda
O Globo - 07/02/2012 - Por Audrey Furlaneto
O mercado editorial vive de uma conta que não fecha, “simplesmente porque há mais oferta do que demanda”. A constatação já acompanha há muito tempo Julio Silveira, que foi cofundador da Casa da Palavra e coordenador da Agir/Nova Fronteira e da Thomas Nelson. Agora à frente de sua própria editora, a Ímã, ele tenta fechar a conta com um novo projeto, o Motor. O selo, que prevê livros sob demanda, será lançado hoje, a partir das 19h. O Motor sai com quatro títulos, tanto em versão impressa quanto em e-book. São livros de jovens autores desconhecidos ou conhecidos apenas em pequenos circuitos. O Motor deve lançar dez autores por mês, sempre com tiragem de 50 exemplares e reimpressões sob demanda. Outra das propostas é dar mais poder ao autor — no Motor, ele é responsável por ajudar na venda dos títulos e, por outro lado, recebe 50% do lucro líquido calculado sobre o valor de capa (R$ 29,90, no livro físico, e R$ 9,90, no caso do e-book). Segundo Silveira, as editoras costumam repassar ao autor apenas 10%.
Editora cria selo para autores jovens com livros sob demanda
O Globo - 07/02/2012 - Por Audrey Furlaneto
O mercado editorial vive de uma conta que não fecha, “simplesmente porque há mais oferta do que demanda”. A constatação já acompanha há muito tempo Julio Silveira, que foi cofundador da Casa da Palavra e coordenador da Agir/Nova Fronteira e da Thomas Nelson. Agora à frente de sua própria editora, a Ímã, ele tenta fechar a conta com um novo projeto, o Motor. O selo, que prevê livros sob demanda, será lançado hoje, a partir das 19h. O Motor sai com quatro títulos, tanto em versão impressa quanto em e-book. São livros de jovens autores desconhecidos ou conhecidos apenas em pequenos circuitos. O Motor deve lançar dez autores por mês, sempre com tiragem de 50 exemplares e reimpressões sob demanda. Outra das propostas é dar mais poder ao autor — no Motor, ele é responsável por ajudar na venda dos títulos e, por outro lado, recebe 50% do lucro líquido calculado sobre o valor de capa (R$ 29,90, no livro físico, e R$ 9,90, no caso do e-book). Segundo Silveira, as editoras costumam repassar ao autor apenas 10%.
Escrever e publicar compensa de qualquer maneira
Escrever e publicar livros é lucrativo de qualquer forma
Escrever e publicar livros pode dar lucros de varias maneiras. Sou técnico em eletrônica e consegui triplicar minha renda mensal escrevendo e publicando livros, sem vender na verdade um único exemplar. Qualquer profissional pode agregar valor sua profissão e se valorizar no mercado de trabalho, apenas por ser reconhecido, no seu circulo profissional como poeta ou autor. Para a maioria das pessoas, escrever e publicar livros é associado à ética, sabedoria, inteligência e bom senso.
Este incremento na minha renda representa do ponto de vista de uma publicação tradicional a venda mensal de mil exemplares.
Escrever e publicar livros pode dar lucros de varias maneiras. Sou técnico em eletrônica e consegui triplicar minha renda mensal escrevendo e publicando livros, sem vender na verdade um único exemplar. Qualquer profissional pode agregar valor sua profissão e se valorizar no mercado de trabalho, apenas por ser reconhecido, no seu circulo profissional como poeta ou autor. Para a maioria das pessoas, escrever e publicar livros é associado à ética, sabedoria, inteligência e bom senso.
Este incremento na minha renda representa do ponto de vista de uma publicação tradicional a venda mensal de mil exemplares.
pRESTADORES DE SERVIÇO
oLÁ! DE FACTO É DIFICIL DISTINGUI-LOS. EU SOU PORTUGUÊS E JÁ PUBLIQUEI POR DUAS EDITORAS PEQUENA, EM 2008 E EM 2010, QUE ASSUMEM SER EDITORAS, MAS NA VERDADE NÃO PASSAM DE TIPOGRAFIAS. NO PRIMEIRO, PAGUEI; NO SEGUNDO, NAO PAGUEI, MAS TIVE QUE GARANTIR X EXEMPLARES NO FINAL DO PRIMEIRO MÊS. TIVE A SORTE DE CONSEGUIR VENDÊ-LOS NO LANÇAMENTO, PORQUE DE OUTRA FORMA TERIA DE OS COMPRAR POIS O LIVROS FICARAM «MISTERIOSAMENTE» NO ARMAZÉM - E AINDA LÁ ESTÃO. É UMA LUTA PARA CONSEGUIR FAZER ALGUM TIPO DE PROMOÇÃO, E NEM VALE A PENA ESPERAR QUE AS EDITORAS O FAÇAM. EM PORTUGAL É MUITO DIFICIL DISTINGUIR ESSES PRESTADORES DE SERVIÇO; PORQUE VEJO QUE PUBLICAM TUDO, POIS ESTÃO DESESPERADOS POR DINHEIRO. AS EDITORAS VERDADEIRAS SÃO UM PROBLEMA; NÃO PORQUE NÃO PUBLICAM QUEM NÃO É CONHECIDO, MAS PORQUE PREFEREM INVESTIR EM HISTÓRIAS COMUNS E SEM INTERESSE, MAS QUE FORAM VIVIDAS POR CARAS DA TV; OU DESAFIAM ESSAS MESMAS CARAS, MUITAS DELAS SEM EXPERIENCIA OU GOSTO, PARA ESCREVER UM ROMANCE DESPREZANDO - TALVEZ - UM EXCELENTE ROMANCE JÁ ACABADO DE ALGUÉM QUE APENAS TEM O AZAR DE SER DESCONHECIDO
Um começo
Como o César, Tentei primeiro as editoras tradicionais, mas enfim, percebendo a dificuldade de atrair a atenção sendo uma mera desconhecida, optei pela publicação no sistema de parceria com a editora. tenho já dois livros publicados nesse sistema, ambos pela AGE, uma editora porto-alegrense. O primeiro, pelo menos, sei que foi distribuído a todo o país via saraiva (amigos meus de vários estados encontraram o livro nas estantes da livraria), o segundo foi lançado há pouco tempo e ainda não tive esse retorno. Obviamente ainda não são best-sellers (ainda... risos), mas venderam algumas centenas de exemplares, o que já é um bom começo.
O mais difícil ainda é, acredito, as livrarias darem lugar a nós, reles escritores iniciantes: mesmo em lugares onde sei que tem os livros, ele não costuma ficar exposto (já fiz o teste), pois os destaques são sempre para os mesmos autores dos 'mais vendidos'. Resultado: quem não é visto, não é lembrado. E como vão conhecer nosso trabalho se as livrarias não nos mostram? Esse, acredito, é o calcanhar de aquiles dos novos autores, e não a publicação em si.
Sobre a divulgação nas redes sociais, que alguém citou acima, acho que é válida, sim, mas não traz tantos resultados como alguns acreditam. Eu, ao menos, prefiro escolher meus livros nas prateleiras das livrarias, olhando para eles, lendo trechos, vendo capas e contracapas, não nas redes sociais.
O mais difícil ainda é, acredito, as livrarias darem lugar a nós, reles escritores iniciantes: mesmo em lugares onde sei que tem os livros, ele não costuma ficar exposto (já fiz o teste), pois os destaques são sempre para os mesmos autores dos 'mais vendidos'. Resultado: quem não é visto, não é lembrado. E como vão conhecer nosso trabalho se as livrarias não nos mostram? Esse, acredito, é o calcanhar de aquiles dos novos autores, e não a publicação em si.
Sobre a divulgação nas redes sociais, que alguém citou acima, acho que é válida, sim, mas não traz tantos resultados como alguns acreditam. Eu, ao menos, prefiro escolher meus livros nas prateleiras das livrarias, olhando para eles, lendo trechos, vendo capas e contracapas, não nas redes sociais.
já tentei assim.
COncordo com a idéia.
Afinal, quem abre uma editora precisa sobreviver dela.
Já mandei meus originais para duas editoras famosas, comprometendo-me a arcar com todos custos da publicação, porque não tenho o menor conhecimento de editoração e - sobretudo - da distribuição.
Mas ambas me responderam que o livro não era da sua linha editorial.
Portanto, me parece as editoras mais fortes rechaçam a idéia.
JR.
Afinal, quem abre uma editora precisa sobreviver dela.
Já mandei meus originais para duas editoras famosas, comprometendo-me a arcar com todos custos da publicação, porque não tenho o menor conhecimento de editoração e - sobretudo - da distribuição.
Mas ambas me responderam que o livro não era da sua linha editorial.
Portanto, me parece as editoras mais fortes rechaçam a idéia.
JR.



